Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009

Tarot do dia


    O Ceifador - A importância de deixar ir
Cultivar o desapego é um dos conselhos fundamentais dado pelo arcano chamado “O Ceifador”, Mafalda. Existem momentos da vida em que somos desafiados a perder cascas, a compreender a importância de caminhar, deixando paisagens para trás. Ainda que isso doa, uma vez que nosso ego se estrutura a partir de apegos e identificações, é a compreensão meditativa de que tudo passa que lhe permitirá seguir caminhando e, enfim, abrir-se ao novo que belamente se introduz em sua vida, pouco a pouco, passo a passo, até que você apareça com a alma totalmente renovada. Procure se interiorizar neste momento, evitando grandes atividades sociais. Faça este contato com o núcleo da sua alma e você entenderá quais são as coisas que precisam ser deixadas para trás.

Conselho: Viver é perder cascas continuamente!

 

 

 

Eu tenho TANTA dificuldade em cortar com situações e pessoas, pelo receio de magoar, que acabo por sofrer eu...

Vou interiorizar este conselho...

sinto-me: a andar em círculos
música: "Balanço" - Mafalda Veiga
vivido por umdiadepoisdooutro às 10:36
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Segunda-feira, 24 de Novembro de 2008

More than words...

Custuma dizer-se que palavras leva-as o vento...

E é verdade, no entanto existem palavras que quando ditas magoam profundamente, outras que magoam pela sua ausência e outras tantas que nos fazem felizes.

É claro que o que acaba por contar são as acções, no entanto dou por mim a pensar em coisas que me disseram.

Palavras que apesar de verdadeiras, e talvez por isso mesmo me magoam e me entristecem.

Nada como colocar em palavras a realidade nua e crua, para acabar com as ilusões.

 

 

 

música: More than words - Extreme
vivido por umdiadepoisdooutro às 15:06
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Quinta-feira, 15 de Maio de 2008

Poesia VI

"Nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria."

 

Pablo Neruda

sinto-me:
vivido por umdiadepoisdooutro às 11:41
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Segunda-feira, 5 de Maio de 2008

Enfim...SÓ

E lá passou mais um fim-de-semana prolongado.

E este para mim teve 4 dias, três dos quais passei na excelente companhia da minha pessoa.

Agarrei em mim, no saco cama; enchi uma mochila com roupa em excesso e lá fui eu em direcção ao meu tão desejado fim-de-semana de reencontro comigo própria.

Tenho de confessar que tinha a vã esperança de ter mais alguém por companhia , mas a esperança não deixou de ser vã e a única companhia que tive foram os meus pensamentos e as minhas emoções.

Como diz uma amiga minha, é bem diferente chorar em frente do mar do que entre quatro paredes, e é bem verdade.

O mar parece que me compreende; as ondas parece que me respondem; que me tranquilizam...

E assim passei três dias de profunda introspecção.

Recriminei-me; zanguei-me; tomei decisões bastante dolorosas, e no fim de tudo fiz as pazes comigo.

 

"Há lugares que são pequenos abrigos para onde podemos sempre fugir"

 

Esta frase de uma das músicas da Mafalda Veiga, descreve perfeitamente o que senti estes dias .

Senti que tinha encontrado o meu porto de abrigo; o local para onde posso ír para colocar os pensamentos em ordem...

O local onde me consigo ouvir; onde consigo ouvir o meu coração, sem interferências nem ruído de fundo.

Poder estar deitada na praia sem ter que falar; sem ter que me esforçar por parecer bem obrigado, quando o meu coração sangra por dentro.

Não ter que ter horas para isto ou aquilo...

Não ter nada programado...

Andar ao sabor do vento... Deixar que o vento me leve.

Poder estar deitada na praia com o sol a beijar-me a pele, e o vento a acaricia-la, a ouvir as ondas a murmurar palavras doces, que o meu coração necessita de ouvir...AMO-TE!

As palavras ainda não consegui ouvir...

Talvez precise de treinar mais...Talvez precise de me dizer vezes suficientes AMO-ME, para que esse seja o sentimento a preencher o meu vazio.

O meu vazio, que só EU posso preencher; colocar essa tarefa nas mãos de uma outra pessoa é correr um risco muito grande, o de o vazio aumentar cada vez mais.

Aqui fica uma foto do meu retiro emocional...

 

 

vivido por umdiadepoisdooutro às 11:29
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Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

A maior solidão

"A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana.

A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo,
o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.

O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se,
o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre."

Vinicius de Morais

Não quero sentir a solidão de quem não ama; não quero que o medo de me ferir ou de ferir me impeça de sentir, de viver, de amar....

sinto-me:
vivido por umdiadepoisdooutro às 14:53
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Sexta-feira, 18 de Abril de 2008

A "Era" do descartável

Hoje em dia vivemos numa Era em que tudo é descartável, ora são os sacos de plástico, ora os copos, enfim todo um manancial de "coisas" que aparentemente foram inventadas para nos facilitar a vida de forma a que pudéssemos ser mais felizes?!

Será mesmo?!

A questão mais crítica é que se transferiu o lema do usar e deitar fora, dos artigos para as pessoas e para as emoções, e isso é que é realmente grave.

Hoje em dia as pessoas usam-se e depois descartam-se umas das outras como se de um simples copo de plástico se tratasse ...

Mas bem pior, porque relativamente ao plástico ainda começa a aparecer a preocupação da reciclagem, e quanto aos sentimentos?

Na procura do prazer e da felicidade imediata, as pessoas atropelam-se, iludem-se, usam-se e magoam-se sem dó nem piedade, e sem reciclagem " possível.

Quem nesta Era se vê, de repente, desirmanado, apanha um grande choque porque nada é como era há uns anos atrás, em que as pessoas procuravam nas outras os mesmos objectivos; faziam planos de vida em comum; procuravam construir a felicidade.

Hoje em dia, as pessoas procuram a FELICIDADE, como se de um artigo de consumo se tratasse .

Algo físico e palpável, e não, o que realmente é, algo que se constroi, que se partilha e que é feito de pequenas insignificâncias.

Hoje, as pessoas conhecem-se, relacionam-se sexualmente uma ou duas vezes, e descartam-se passando para a próxima "relação".

Cada vez ficam mais frustadas porque aquela ainda não é a tal ou o tal.

Mas para descobrir isso é preciso bem mais do que uns simples encontros físicos...

É preciso conhecer o outro; conhecer os defeitos e aceitá-los; é preciso querer ver mais fundo. Apaixonarmo-nos por alguém é um investimento grande; e manter uma paixão requer muito empenho.

Mas hoje, na era do fast-food; ready-to-wear; do-it-yourself, o "amor" passou a ficar conotado como descartável e quem não aderir ao fast-sex, pode correr o risco de se sentir inadaptado.

Pois bem, como diz uma amiga minha, prefiro ser inadaptada.

Não sou descartável.

Não sou de usar e muito menos de deitar fora.

Sou de Amar e valorizar, porque eu valorizo os outros, valorizo-me e amo muito.

Não sou púdica nem conservadora. Não condeno quem se sente feliz com esta forma de viver, apenas não é o que eu quero para mim.

sinto-me: Determinada
vivido por umdiadepoisdooutro às 14:21
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Terça-feira, 18 de Março de 2008

"Dois Rios" - Skank

 

Aqui fica mais uma...

 

sinto-me:
vivido por umdiadepoisdooutro às 15:51
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