Quinta-feira, 13 de Janeiro de 2011

Desabafos

Desculpem lá o mal jeito, mas preciso de aqui vir para tentar ordenar os meus pensamentos.

Tenho andado bastante dada à introspecção. Acho que porque tenho pelo menos dois momentos do dia em que (geralmente) estou sózinha com os meus pensamentos - do comboio até ao trabalho e de volta ao final do dia. Realmente, tudo tem estado gradualmente a melhorar... Tudo bem que viver longe do local de trabalho significa que tenho de me levantar com as galinhas e que acabo por não fazer muito mais em casa durante a semana, que dormir, mas por outro lado permite-me ter momentos só para mim. Posso ler no comboio, posso pensar enquanto ando a pé (além de fazer exercício). Não fico stressada com o trânsito - mais uma vantagem.

Mas a grande vantagem para mim é o tempo que é só meu. Tirando excepções em que encontro alguém com quem conversar (e que são sempre bem vindas), chego a ansiar por aqueles minutos de contacto comigo. É que bem somados posso dizer que neste momento consigo ter cerca de uma hora e meia por dia para mim. Não é fabuloso?! Há tanto tempo que isso não acontecia. É que a partir do momento que somos mães, acabou-se, lol. O único tempo pessoal passa a ser o tempo passado a dormir (e isto quando não nos acordam a meio da noite).

Após tudo o que se passou no último ano e meio, e ainda muito antes disso, sinto que finalmente estou a ser o "Homem do Leme" da minha vida. Encontrei-me comigo. Encontrei a paz interior. Sinto-me feliz!

Neste momento estou a ler um livro que me está a ajudar bastante a perceber isto tudo:"Comer, orar, amar" - é uma história auto-biográfica que inspirou o filme com o mesmo nome.

Quando o livro saiu, achei que tinha uma capa bonita (porque eu também sou daquelas pessoas que se sentem atraídas pelas capas dos livros, assim como se fossem pessoas - muitas vezes o conteúdo não corresponde, e por vezes são os livros menos atraente exteriormente que são reveladores - exactamente como as pessoas, mas adiante...); quando saiu o filme fui ver e adorei e decidi nesse dia que tinha mesmo que ler o livro.

É o livro que mais me ajudou para um livro que não é de auto-ajuda. É quase como se estivesse a ter uma conversa com um grande amigo, que me fala de sentimentos com os quais me consigo identificar. Deixa-me com a sensação de que estou no caminho certo. Que este é o caminho certo para mim.

A vida é um mistério fabuloso.

 

vivido por umdiadepoisdooutro às 09:28
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