Quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

Pirâmide de Maslow parte III

Quem acompanha este blogue sabe que o fiz para mim e por mim.

Não é propriamente um sítio onde discuto assuntos de interesse nacional...

É o meu blogue, o meu diário, o meu ombro amigo onde choro as minhas mágoas, onde me tento encontrar; onde tento encontrar nexo para as coisas que me acontecem; onde tento estruturar idéias...

De vez em quando lá resvalo para um qualquer post com um bocadinho mais de interesse, mas não é hoje o caso.

Hoje vou mesmo falar de mim e para mim por isso podem mudar de página.

Já aqui tinha falado sobre a pirâmide das necessidades, de como as pessoas só conseguem passar para um estágio seguinte quando conseguem suprir as suas necessidades básicas de sobrevivência.

Falei também de como a minha pirâmide me tinha caído em cima com a notícia de que vou ficar desempregada no final do ano.

Confesso que já estava satisfeita com o que tinha em mãos.

Mas como se calhar até não estava tão deseperada como é habitual em mim, e até estava a tentar ver as coisas por uma perspectiva optimista e ter pensamentos positivos, alguém achou que não senhora, agora a mocinha pensa que pode ter pensamentos positivos e até se divertir de vez em quando em vez de andar praí a chorar pelos cantos?! Isso e que era bom!

Então toma lá mais uma decepção que é para ver se te continuas a rir.

E desta vez o estrago foi grande.

Pegaram no meu coração que batia feliz, e sem aviso atiraram-no contra uma parede, onde se desfez em pedaços.

Ha coisas imcompreensiveis, pelo menos para mim.

Como e que se pode falar de afinidades, de carinho de cumplicidade e de entrega total num dia e depois desaparecer no dia seguinte?!

Seis meses de completa falsidade?

E as conversas de horas esquecidas no café ou em casa?

Os passeios de mãos-dadas em sitios tão banais? As gargalhadas? As conversas sérias? as ajudas mútuas? Os filmes vistos abraçdos no sofá? A intimidade? A cumplicidade? Tudo MENTIRA?

Se não foi tudo mentira, o que é que mudou e quando?

Apaixonás-te-te por alguém que não eu?

A única coisa que não consigo entender e entenderia tudo, se fosse tudo falso, se te tivesses apaixonado por outra pessoa, se tivesses concluído que não me querias mais na tua vida... a ÚNICA coisa que não entendo é o teu silêncio.

Se não estás nem aí para mim porque é que te custa tanto enviar uma mensagem impessoal a dizer isso mesmo?!

Para uma pessoa tão habituada a confrontos não esperava este tipo de atitude.

Mas também não esperava a mentira de quem fez questão de deixar bem claro no inicio da relação de que não haveriam nem mentiras nem meias-verdades.

Nunca me enganás-te a dizer que me Amavas, isso é verdade. Mas dizias gostar muito de mim e que só me querias ver feliz..

Podes vir agora ver como estou radiosa e exultante. Não cabo em mim de tanta felicidade.

Conheceste-me tão bem, tão profundamente, como é que tiveste coragem de fazer tudo aquilo que sabes me iria ferir mortalmente.?!

Todos os meus amigos me dizem que eu não me posso entregar desta forma, que as pessoas não são de confiança e que tu não me mereces.

No fundo devem ter razão.

Possivelmente sou eu que vejo nas pessoas coisas boas que elas não têm; vejo atitudes sinceras onde se calhar são estudadas e ensaiadas.

Só podem ter razão porque se assim não fosse eu não estaria aqui e agora a escrever tudo isto.

Sempre tive por lema confiar em prova do contrário; pode ser que seja desta que eu passo a desconfiar primeiro até me provarem que posso confiar.

Às vezes para se começar a construir algo é preferível deitar por terra o que existia, para que o que de novo vá nascer o possa fazer em terreno limpo, para que as fundações possam ser colocadas no melhor sítio, e a construção se possa erguer sólida.

Talvez seja esta a lição que eu tenho de tirar de tudo isto que me está a acontecer quer a nível profissional quer sentimental.

Talvez eu deva destruir tudo o que tinha, limpar o terreno para assim depois poder começar a reconstrução.

O sofrimento é libertador dizem...

Talvez seja isso.

Talvez seja este o caminho que tenho de percorrer. Talvez tenha que chorar todas estas lágrimas ate que sequem completamente, como as sangrias que fazem àqueles que têm o sangue envenenado.

Nada acontece por acaso!

Talvez um dia te venha a agradecer, mas não hoje...Porque hoje eu ainda te amo e doi muito.

Mas vai chegar o dia em que eu não vou adormecer a chorar, nem vou acordar de manhã a pensar em ti, e nesse dia começa a minha reconstrução.

Até que chegue esse dia, aqui estou.

 

 

 

vivido por umdiadepoisdooutro às 12:25
link | diz lá... | favorito
1 comentário:
De Homem do Leme a 5 de Novembro de 2009 às 14:58
Tens um selo no meu blogue à tua espera.

Comentar post

mais sobre mim

pesquisar

 

Dezembro 2015

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

Dias recentes

"Clássico"

...

...

Por aqui...

Natal é...

Rendi-me!

reflexões

não te quero largar mais....

Férias...

Livros

Dias passados

Dezembro 2015

Outubro 2013

Dezembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Novembro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

tags

todas as tags

favoritos

Um escândalo digno dos ta...

Memórias dos Pantufinhas ...

Em nome do Pai...

Sobreviver aos primeiros ...

Manual da Mulher Resolvid...

Testemunhos XXII

Como os empregos

Nudez

Adeus

Coisas do amor

Outras visões do mesmo Mundo

blogs SAPO

subscrever feeds