Terça-feira, 20 de Outubro de 2009

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Hoje estou dada a introspecções, portanto se não estiverem com paciência é melhor mudarem de página...

Já aqui escrevi várias vezes que me sinto numa encruzilhada sem saber que direcção tomar; que muitas vezes me sinto perdida sem saber quem sou, o que quero, para onde quero ír.

Que me sinto a sobreviver e não a VIVER.

Que sinto que tenho de mudar de dentro para fora; que não me sinto bem na minha pele e na minha vida, e que preciso urgentemente aprender a Amar-me.

O problema está identificado, agora resta-me identificar a forma de iniciar o processo.

Porque como li algures, "Eu sou a única pessoa que vai estar comigo o resto da minha vida". É bom que goste da minha companhia, senão vai ser um grande frete e eu não faço fretes a ninguém, nem mesmo a mim.

E como diz uma amiga minha: "Tu ês a pessoa mais importante da tua Vida".

Eu tenho muita tendência para pensar primeiro nos outros, segundo nos outros e ao fim de algumas vezes então lá penso em mim.

Óbvio que no fim de organizar a minha vida em função dos outros, depois não sobra mesmo espaço para mim.

E ao fim de 35 anos a fazer isto, é como se começasse a puxar um fio de uma meada, que no fim tem muitas pontas e quanto mais se puxa mais entrelaçado fica.

Eu quero chegar ao centro, ao meu Eu, mas de cada vez que puxo uma ponta fico mais enredada.

Acho que tenho de começar à tesourada.

Isto não serve, corta-se. aquilo já deu o que tinha a dar, corta-se.

E aqui está um dos meus grandes problemas... Cortar com as situações, com as pessoas... Sempre tive uma grande necessidade de ser aceite, e o cortar com pessoas e coisas foi quase sempre tabu, daí carregar um grande e pesado manto de acontecimentos passados nas costas.

Sempre tive pânico que as pessoas não gostassem de mim, daí andar sempre a desculpar-me e a colocar panos quentes nas situações.

E depois a ficar magoada porque comigo as pessoas não têm esses cuidados. Mas quem está errada sou eu, que me subjugo aos outros. Todos os outros estão certos porque são fiéis a si próprios e pensam neles e no que lhes interessa; no que querem e não querem.

Subjugar talvez seja um termo muito forte e que não corresponde à minha realidade actual. Posso dizer que já o fiz, mas que já não o faço. Essa é uma vitória recente.

O que continuo a fazer é fazer depender a minha vida dos planos dos outros. Mas alguém me pede? Não, eu faço por autorecriação e depois fico decepcionada quando as coisas não acontecem como eu fantasio na minha cabeça.

Por isso qualquer imprevisto que altere os meus planos é como que um drama. E isto tudo me traz de volta ao meu EU.

Se eu me amar; se eu gostar de mim, os imprevistos serão só imprevistos e não catástrofes, porque aí já não terei colocado a minha felicidade nas mãos de uma outra pessoa que não nas minhas.

Sinto-me cansada.

Cansada de andar de roda. É como se andasse constantemente num carrossel de onde eu vejo o que quero mas não consigo lá chegar porque o carrossel não pára e eu não consigo sair.

Posso sempre saltar, além disso já tenho experiência de saltar de veículos em movimento...

 

vivido por umdiadepoisdooutro às 15:38
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