Sábado, 18 de Julho de 2009

Ups!!

Já é sabido por quem aqui passa que eu gosto de ler.

De vez em quando coloco aqui um ou outro livro que me impressionou ou tocou de algum modo.

Mas sempre fui assim, desde miúda.

Desde muito pequena que o gosto de ouvir contar histórias.

A minha ama (e madrinha) lia-me histórias constantemente, e eu fixava-as de tal forma que muitas vezes quando ela tentava abreviar eu acabava por a recordar de que não era bem assim... ( o que me faz recordar o meu filho e como ele se lembra de todos os detalhes das histórias que eu lhe invento; se me pede para as repetir estou tramada, lol).

Tanto assim era, que a minha passagem pelo Jardim Escola foi muito breve,  o meu objectivo era aprender a ler mas como lá só se brincava, não quiz ír mais.

Acho que vivi toda a minha vida através dos livros; vivi as histórias dos livros...

O que é bom e mau simultaneamente.

A leitura é concerteza uma forma única de desenvolver a personalidade, abre-nos perspectivas diferentes sobre o Mundo, outras visões... no entanto não deixo de pensar que passei a maior parte da minha infância embrenhada em livros e pouco tempo passei com outras crianças da minha idade, já que fora do horário escolar a distância a que vivia da Vila não me deixava grandes alternativas.

 

Assim os livros foram os meus amigos fiéis, aqueles que nunca me desiludiram.

A verdade é que quando estava nessa fase não sentia que estivesse a perder alguma coisa. Preferia mil vezes ficar a ler um livro que ír para a rua brincar.

Lembro-me perfeitamente de como se revestia de importância a visita mensal da Biblioteca Itenerante da Gulbenkian. Como eu e as minhas amigas combinávamos encontrarmo-nos para depois írmos juntas até ao Largo da Câmara onde a carrinha ficava estacionada.

Ainda me lembro da carrinha creme, forrada a madeia por dentro coberta de estantes cheias de tesouros. O dificil era esolher quais os três que iria trazer para casa. Como os lia na primeira semana, depois lá tinha que esperar o resto do tempo até à volta da carrinha.

Memórias...

E mais uma vez lá me deixei arrastar pelos meus pensamentos, já que este post tinha como objectivo principal confessar que tenho 13 livros em lista  de espera para ler...

O que não é nada se compararmos com os 60 e tais da "Homem do Leme", com quem estive à conversa e que me levou a divagar sobre este assunto.

Mas assim sou eu... as conversas são como as cerejas, e assim funciona a minha massa cinzenta, e como eu costumo dizer: "eu penso, isto não é só uma carinha laroca" - LOLOLOL.

 

E como forma de conclusão fica aqui o que estou a ler neste momento,

 

 Os homens da ciência, quando começam a preocupar-se em escrever as suas memórias, são por natureza solenes e aborrecidos. Com Feyman, dá-se o contrário: O Prémio Nobel da Física que recebeu em 1965 não alterou em nada os seus hábitos de farsante impenitente e inocente. A sua vida tem sido uma série de combinações de acontecimentos improváveis tornados possíveis apenas pela deliciosa mistura que há em si de grande inteligência, curiosidade sem limites, cepticismo eterno e espírito de aventura.

Rebelde e sonhador, incapaz de render-se à disciplina ou de andar a par e passo com os demais, Richard Feynman é talvez o único homem que, ao longo da sua vida, resolveu o mistério do helium líquido, arrombou muitos dos mais «seguros» cofres de Los Alamos durante a construção da bomba atómica, estudou a velocidade de rotação do prato, acompanhou um espectáculo de bailado na percussão, explicou a Física a génios como Einstein, foi considerado um deficiente mental por um psiquiatra das Forças Armadas americanas e recebeu o Prémio Nobel da Academia Sueca.

Ralph Leighton, um jovem com quem toca bateria nas horas livres, gravou ao longo de muitos anos as conversas com o cientista, agora reunidas neste livro divertido onde a ciência, o burlesco e a poesia fazem um excelente trabalho.

vivido por umdiadepoisdooutro às 16:51
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