Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

"Morre lentamente" - Martha Medeiros

"Morre lentamente
quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajectos, quem não muda de marca
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente
quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente
quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco
e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções,
justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente
quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida,
fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente
quem não viaja,
quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente
quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente,
quem passa os dias queixando-se da sua má sorte
ou da chuva incessante.
Morre lentamente,
quem abandona um projecto antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior
que o simples fato de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos
um estágio esplêndido de felicidade. "

Martha Medeiros

 

 

 

Li este poema no blog http://www.astormentas.com/, e achei lindissímo.

Ás vezes penso que andamos todos a morrer lentamente.

E eu não quero a morte em doses suaves, quero a VIDA mesmo que com muita dor associada.

Viver exige esforço, mas só com esforço se consegue algo que nos realiza, que nos faz feliz.

sinto-me:
vivido por umdiadepoisdooutro às 11:11
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3 comentários:
De Youtube a 7 de Junho de 2009 às 04:07
http://www.youtube.com/watch?v=JgqNr61hp5w&feature=related
De Anónimo a 28 de Abril de 2014 às 02:34
Apenas uma correção, este texto é de Pablo Neruda
De vera a 31 de Maio de 2014 às 01:50
Penso que é o contrário, foi atribuído a Pablo Neruda, mas é mesmo de Martha Medeiros.

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