Domingo, 11 de Abril de 2010
"Nada acontece por acaso, tudo tem uma razão de ser."
Sempre acreditei neste "lema"; talvez seja uma forma reconfortante de olhar as dificuldades da vida, de me ajudar a enfrentá-las e a seguir em frente. De tudo o que me acontece tento tirar ensinamentos; tento aprender com os meus erros para que não os volte a cometer...
Mas muito honestamente não consigo entender tudo o que tem acontecido na minha vida nos últimos 6 meses.
Que mensagem devo retirar?
Que não devo confiar nas pessoas, que não devo amar, que tenho de ser desconfiada e relacionar-me apenas superficialmente?!
Que tenho que me proteger mais, que ser mais fechada; não confiar tanto, não me entregar completamente?!
Em suma, que tenho de deixar de ser EU!?
Estou triste, magoada e desiludida. A última vez que me senti feliz foi há 6 meses. Sinto saudades.
Sinto saudades de me sentir leve e solta, de bem com a vida, de bem comigo, de acreditar em mim.
Depois veio a tempestade que não deixou pedra sobre pedra, e agora, um e outro vendaval a arrasar algumas das reconstruções em curso.
Estou cansada, esgotada, sem forças, com saudades de me sentir feliz....
Saudades de ouvir esta música no aconchego de um abraço...
Terça-feira, 6 de Abril de 2010
Enviaram-me este vídeo como comentário ao post anterior.
Resolvi aqui colocar porque o achei o texto muito bonito e pode ser que seja útil a mais alguém...
Segunda-feira, 5 de Abril de 2010

A importância de deixar ir
Cultivar o desapego é um dos conselhos fundamentais dado pelo arcano chamado “O Ceifador”, Mafalda. Existem momentos da vida em que somos desafiados a perder cascas, a compreender a importância de caminhar, deixando paisagens para trás. Ainda que isso doa, uma vez que nosso ego se estrutura a partir de apegos e identificações, é a compreensão meditativa de que tudo passa que lhe permitirá seguir caminhando e, enfim, abrir-se ao novo que belamente se introduz em sua vida, pouco a pouco, passo a passo, até que você apareça com a alma totalmente renovada. Procure se interiorizar neste momento, evitando grandes atividades sociais. Faça este contato com o núcleo da sua alma e você entenderá quais são as coisas que precisam ser deixadas para trás.
Conselho: Viver é perder cascas continuamente!
Pois deve ser isto mesmo que eu preciso compreender, interiorizar e exercitar. DE que serve continuar a insistir em situações que não levam a lugar algum?! De que serve continuar a apostar em pessoas que não se mostram merecedoras?! Tenho que aprender a deixar ir...
Domingo, 4 de Abril de 2010
Doi mais o golpe que é desferido por quem menos esperamos...
Porque todos os golpes da vida doem, uns mais, outros menos.
Mas quando os golpes vêm dos nossos "inimigos", já quase os esperamos, talvez até inconscientemente já tenhamos fortalecido a couraça, à espera desses ataques. Mas quando vêm de terreno amigo; daquelas pessoas que trazemos no coração, aí o golpe é profundo e doi até à alma.
Já aqui falei várias vezes em como lido mal com a mentira: não sei mentir e não sei como reagir quando descubro que me estão a mentir.
Gelo por dentro, parece que um vento glaciar varre o meu coração. Apodera-se de mim uma fúria que não conheço; não me reconheço; transfiguro-me; ofende-me e magoa-me profundamente. Depois de passada a fúria fica a tristeza e a dor profunda.
Porque eu não minto, não escondo e não finjo. Porque trato os outros da forma como gostaria de ser tratada. Não mereço que me enganem nem mereço que me mintam, e ultimamente parece que não me acontece outra coisa.
Porque é que as pessoas (algumas pessoas) têm tanta dificuldade em falar verdade?!
Ninguém gosta de ser engando, então porque é que quando enganam não se conseguem colocar no lugar do outro?!
Porque é só uma mentira pequenina; mentira piedosa...
Uma mentira pequenina, não deixa de ser uma mentira, e quando descoberta vai ser sempre muito maior do que era originalmente, porque o problema de mentir é que a confiança perde-se, e uma vez perdida muito dificilmente se reconquista.
I really thought you were different from the rest...
sinto-me:
Esta é uma daquelas músicas retiradas do fundo do baú!
Ouvi-a hoje na rádio!
Costumava cantá-la a plenos pulmões!
Mesmo anos 80...
Sábado, 3 de Abril de 2010
Não sei por ando,
não sei que é feito da minha alma nem do meu coração
Estou aqui apenas de corpo,
o resto fugiu de mim
ficou por aí perdido, preso em algum lugar
sinto-me vazia de mim, de sentimentos, de emoções, de capacidade de sentir, de corresponder...
Triste e vazia
sinto-me: