Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

"Malinche" - Laura Esquível

"Malinche
Esquível, Laura

O trágico e apaixonante romance entre Hernán Cortés e a índia Malinalli (a sua intérprete durante a conquista do império asteca), num livro que nos desvenda o mito fundador da cultura híbrida do Novo Mundo e nos conta uma extraordinária história de amor. Quando Malinalli conhece Cortés, assume que se trata do próprio deus Quetzalcóatl, que regressa para libertar o seu povo. Os dois apaixonam-se loucamente, mas esse amor será destruído pela desmedida sede de conquista, poder e riqueza de Cortés, um dos mais importantes conquistadores espanhóis. Audaz e engenhoso numa época de grandes heróis, Cortés foi o único que chegou a conhecer a fundo os indígenas americanos. O grande valor estratégico de Malinalli, sua tradutora e intérprete, converteu-a numa personagem-chave na colonização da América e nas relações entre a coroa espanhola e os diferentes povos indígenas. A história do México acabaria por reservar a Malinalli outro papel, o de traidora do seu próprio povo, mas as investigações históricas recentes mostram que foi a mediadora entre duas culturas, a hispânica e a nativa americana, e entre duas línguas, o espanhol e o náhuatl. "

 

Este livro foi-me oferecido há pelo menos uns 4 anos pelo Natal. Na altura tinha (como ainda tenho) alguns livros em lista de espera para ler, e como não sou muito "justa" nesse campo (não leio por ordem de chegada, mas antes leio primeiro aqueles que me interessam mais), acabou por ír ficando meio esquecido. O ano passado comecei a lê-lo, mas talvez não me tenha encontrado na melhor das disposições, porque não consegui continuar.

Confesso que cheguei a pensar que não o fosse conseguir ler, já que quando os livros não me cativam nas primeiras páginas já não costumo conseguir ler até ao fim. Não me obrigo a ler livros que não me captam (esses só os de leitura obrigatória,como foi na escola ou os de natureza profissional).

Então há uma semana atrás resolvi pegar nele novamente.

Confesso que o principal motivo foi o a curiosidade, porque este livro faz parte da colecção iniciada com a revista sábado, e como compro a dita revista li novamente a sinopse.

Então voltei a pegar-lhe e desta vez fez click.

É uma história baseada em factos históricos, verídicos, que me transportou até á cultura asteca; ao choque de culturas que ocorreu na época da conquista Espanhola.

É uma história de culturas e de emoções.

Gostei bastante.

 

vivido por umdiadepoisdooutro às 14:24
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Terça-feira, 20 de Outubro de 2009

????

Hoje estou dada a introspecções, portanto se não estiverem com paciência é melhor mudarem de página...

Já aqui escrevi várias vezes que me sinto numa encruzilhada sem saber que direcção tomar; que muitas vezes me sinto perdida sem saber quem sou, o que quero, para onde quero ír.

Que me sinto a sobreviver e não a VIVER.

Que sinto que tenho de mudar de dentro para fora; que não me sinto bem na minha pele e na minha vida, e que preciso urgentemente aprender a Amar-me.

O problema está identificado, agora resta-me identificar a forma de iniciar o processo.

Porque como li algures, "Eu sou a única pessoa que vai estar comigo o resto da minha vida". É bom que goste da minha companhia, senão vai ser um grande frete e eu não faço fretes a ninguém, nem mesmo a mim.

E como diz uma amiga minha: "Tu ês a pessoa mais importante da tua Vida".

Eu tenho muita tendência para pensar primeiro nos outros, segundo nos outros e ao fim de algumas vezes então lá penso em mim.

Óbvio que no fim de organizar a minha vida em função dos outros, depois não sobra mesmo espaço para mim.

E ao fim de 35 anos a fazer isto, é como se começasse a puxar um fio de uma meada, que no fim tem muitas pontas e quanto mais se puxa mais entrelaçado fica.

Eu quero chegar ao centro, ao meu Eu, mas de cada vez que puxo uma ponta fico mais enredada.

Acho que tenho de começar à tesourada.

Isto não serve, corta-se. aquilo já deu o que tinha a dar, corta-se.

E aqui está um dos meus grandes problemas... Cortar com as situações, com as pessoas... Sempre tive uma grande necessidade de ser aceite, e o cortar com pessoas e coisas foi quase sempre tabu, daí carregar um grande e pesado manto de acontecimentos passados nas costas.

Sempre tive pânico que as pessoas não gostassem de mim, daí andar sempre a desculpar-me e a colocar panos quentes nas situações.

E depois a ficar magoada porque comigo as pessoas não têm esses cuidados. Mas quem está errada sou eu, que me subjugo aos outros. Todos os outros estão certos porque são fiéis a si próprios e pensam neles e no que lhes interessa; no que querem e não querem.

Subjugar talvez seja um termo muito forte e que não corresponde à minha realidade actual. Posso dizer que já o fiz, mas que já não o faço. Essa é uma vitória recente.

O que continuo a fazer é fazer depender a minha vida dos planos dos outros. Mas alguém me pede? Não, eu faço por autorecriação e depois fico decepcionada quando as coisas não acontecem como eu fantasio na minha cabeça.

Por isso qualquer imprevisto que altere os meus planos é como que um drama. E isto tudo me traz de volta ao meu EU.

Se eu me amar; se eu gostar de mim, os imprevistos serão só imprevistos e não catástrofes, porque aí já não terei colocado a minha felicidade nas mãos de uma outra pessoa que não nas minhas.

Sinto-me cansada.

Cansada de andar de roda. É como se andasse constantemente num carrossel de onde eu vejo o que quero mas não consigo lá chegar porque o carrossel não pára e eu não consigo sair.

Posso sempre saltar, além disso já tenho experiência de saltar de veículos em movimento...

 

vivido por umdiadepoisdooutro às 15:38
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Domingo, 18 de Outubro de 2009

Sleepy Hollow e Sabrina

Estes foram os filmes que vi este fim-de-semana.

Realmente são géneros completamente diferentes.

O primeiro nunca tinha visto, e apesar de inicialmente pensar que talvez fosse um bocadito a puxar para o terror (género que eu não gosto nem vejo), acabei por gostar bastante.

A personagem interpretada pelo Johnny Depp é fenomenal, assim como a sua interpretação.

Achei o máximo como o que era suposto ser o detective da época, acabava sempre por desmaiar, lol.

Excelente filme!!!

 

 

 

 

 

O outro - Sabrina - já vi várias vezes, mas é daqueles que fazem parte da minha lista de filmes que me deixam o coração quentinho; daqueles me fazem continuar a acreditar no poder do Amor, e em tudo aquilo que temos cá dentro, muitas vezes só à espera de uma oportunidade para sair.

No fundo este filme fala não só de Amor, como muito de mudança.  De nos conhecermos a nós próprios, de descobrirmos o que queremos e o que nos faz falta.

Serve também para refectir de que nada serve fugir dos problemas, porque quando regressamos eles estão exactamente no mesmo sítio à nossa espera, que a mudança tem que ser feita de dentro para fora; só dessa forma conseguiremos encarar os problemas sobre uma outra perspectiva e talvez ver a solução que até aí não conseguíamos discernir.

 

 

"I was lost and now I'm found#

vivido por umdiadepoisdooutro às 20:38
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Domingo, 11 de Outubro de 2009

O poder do abraço

Já diz a sabedoria popular ( e eu ultimamente ando muito dada a estas coisas...) que um gesto vale mais que mil palavras...

E é bem verdade, quer seja pela negativa quer pela positiva.

As expressões faciais, os tiques, as reacções instantâneas dizem-nos muito mais acerca das verdadeiras intenções e sentimentos das pessoas do que aquilo que nos estão a dizer.

Ou porque por vezes as pessoas são tímidas ou porque não se conseguem expressar verbalmente da forma que gostariam, ou outras porque são falsas e dissimuladas e não dizem aquilo que pensam.

A não ser que sejam muito bons actores e consigam controlar muito eficazmente as expressões faciais, esta é uma forma de comunicação que enriquece...

Mas já me dispersei mais uma vez...

Não vim aqui para discorrer sobre as pessoas falsas e as transparentes...

Apenas aqui vim para dizer, que se um gesto vale mais que mil palavras, um abraço vale mais que um milhão.

Há coisas que não se conseguem dizer...

Há situações em que nada há a dizer que possa fazer doer menos ou arranjar uma solução imediata...

No entanto, em qualquer situação da vida, sempre que as palavras não chegam ou chegam a ser supérfluas, um abraço dado do fundo do coração, aquece-nos por dentro.

Imprime uma marca profunda e indelével; reacende a chama.

E existem também aqueles que me abraçam virtualmente porque estão longe, mas esses abraços também eu os consigo sentir.

 

E fica aqui esta música, só porque estamos a falar de mais do que palavras...

 

 

Já tinha saudades do teu abraço!

vivido por umdiadepoisdooutro às 21:06
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Quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

"I don´t wanna miss a thing"

 

 

Lembro-me de quando ouvimos esta música juntos....

 

MISS YOU!!!

sinto-me:
vivido por umdiadepoisdooutro às 20:49
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Miminhos

Querida amiga, obrigada!

Como eu estou a precisar de uns docinhos para adoçar a minha vida que neste momento está um bocadito bitter-sweet.

Mas tu sabes bem, porque nesta semana de locos tu tens sido a minha luz e o meu ombro amigo. Obrigado por todo o teu apoio e pela tua amizade.

Ês !!!!

 

Fica aqui então o mimo que a "Conta-me Histórias " me deixou.

 

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Regras:

 

1 - Agradecer ao blogue que ofereceu o prémio

 

2 - Oferecer a nove blogues:

 

O Meu Closet

Susy 4

Sonhando aos Quarenta

Lágrima tua

Tuga em Londres

Torrada e meia de leite

Sonho ír à lua

Uma vespa a abrandar

A pipoca mais doce

 

 

3 - Nove características minhas:

 

Teimosa

Honesta

Romântica

Conversadora

Amiga

Sincera

Trabalhadora

Dedicada

Leal

 

 

sinto-me:
vivido por umdiadepoisdooutro às 17:29
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Pirâmide de Maslow parteII

Parece que foi ontem e ao mesmo tempo parece que passou uma eternidade, mas na realidade passou apenas uma semana desde que te deixei no aeroporto.

Eu na minha ingenuidade, pensei nessa altura que a única coisa que iriam passar seriam os dias, que a vida correria calma e sem grandes sobressaltos, e que tudo estaria no sítio quando regressásses.

Não podia estar mais equivocada.

Não deixa de ser curioso aqui ter estado há um tempo atrás a falar da pirâmide das necessidades de Maslow e como para mim a necessidade de Amor sempre ocupou uma posição de relevo...

Continua a ocupar, mas neste momento acho que a minha pirâmide me caiu em cima, com a real necessidade de sobrevivência como prioridade principal.

Nada é eterno muito menos os empregos e muito menos nos dias que correrm.

Então neste momento sinto-me como personagem de um livro de Gabriel Garcia Marquez "Crónica de uma morte anunciada". Na história, vão ocorrendo índicios que analisados à posteriori apontavam para o desfecho final.

E se fizermos um paralelismo, aqui acaba por acontecer o mesmo. Esta, agora, anunciada morte da empresa onde trabalho para o final do ano, já se vinha a preparar há muito tempo, talvez até hà mais tempo que aquele que os índicios nos apontavam...

E eu no meio disto?

Bem, se por um lado a antecedência com que nos foi comunicada a data da execução (lol) permite alguma margem de manobra para organização, voltar à pesca nos mares infestados de tubarões do mercado de trabalho, por outro é como que ter um grande calendário onde se vão fazendo cruzes até ao dia D. Claro que existe trabalho a fazer, temos de mostrar o nosso profissionalismo até ao fim e tudo o mais, mas acaba por ficar um sentimento de impotência e estranheza.

Então quando voltares, já sabes que me vais encontrar de galochas e armada com facas até aos dentes, à pesca...

 

sinto-me:
vivido por umdiadepoisdooutro às 11:35
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Segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

Carrossel, farturas e chuva

O primeiro fim-de-semana de Outubro é sempre sinónimo de Feira (em VFX).

Geralmente é sempre quando como as primeiras castanhas assadas do ano. Não foi o caso este ano.

Como o filhote não esteve comigo este fim-de-semana, resolvi guardar para hoje a tal ída à feira, e não é que acertei em cheio?!

Dois dias inteiros de sol e calor de Verão, e eu resolvo logo sair de casa no dia em que o Outono resolve que é hora de dar os ares de sua graça?!

E se ontem resolvi vestir uma t-shirt de manga comprida, hoje óbvio que resolvi vestir alças....

Mas assim sou eu, sempre ao contrário.

Mas lá fomos à Feira, andámos no carrossel (o qual o meu filho baptizou de sobe e desce), um daqueles que tem os cavalos, as girafas e aquelas taças tipo pires que andam à roda (a estas sempre chamei "penicos" toda a minha vida, vá-se lá saber bem porquê).

A verdade é que o miúdo também adora andar ali a rodopiar, então lá fomos nós.

E nem sequer faltou a bela da fartura e o saco de pipocas para o piolho.

Não faltou mesmo nada, nem sequer a chuvinha.

Choveu à ida e à volta.

O dia de hoje fez-me recuar no tempo a uma ída à Feira muito em particular.

Todos os anos eu, a minha irmã e os meus pais íamos à Feira de Outubro (exactamente no mesmo sítio mas com muita mais lama), e nesse ano em particular a chuva era tanta que nós as duas tivemos direito a adquirir uma gabardine e uns botins dos quais nunca mais me esqueci. Os meus eram verdes e os da minha irmã azuis e a parte do pé era em forma de sapo, com uns olhos salientes.

Anos mais tarde houve um modelo de carro que me fazia lembrar imenso esses botins, mas que agora me escapa...

De tal forma marcaram a minha infância (achava-os o máximo) que ainda hoje me lembro deles.

Outras tendências, sem dúvida...LOL!!!

 

É claro que também pensei que deverias gostar de ver o artesanato...

 

 

sinto-me:
vivido por umdiadepoisdooutro às 20:32
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Domingo, 4 de Outubro de 2009

"A lot like love"

Quem me conhece, ou pelo menos quem me lê já percebeu que eu sou mesmo uma romântica incurável e que adoro filmes lamechas.

Pois hoje consegui ver este filme - " A lot like love". Já tinha dado há uns tempos na tv mas como o meu filhote estava comigo lá tive que "optar" pelos desenhos animados.

Hoje consegui ver, e... adorei.

Fala dos encontros e desencontros.

De como as coisas nem sempre correm bem, nem à primeira, segunda, terceira ou mesmo quarta vez.

Fala de como muitas vezes não queremos reconhecer naquele sentimento de companheirismo, de cumplicidade, na facilidade de falar sobre tudo e nada, nos momentos simples,  o Amor; porque dele fizemos algo tão utópico que não o reconhecemos quando nos bate à porta.

"A lot like love" quer dizer precisamente isto, extremamente parecido com o que o Amor é suposto ser...

Ás vezes temos só e apenas medo de acreditar...

Para ver e rever ( e no meu caso chorar rios de lágrimas).

 

 

 

" A lot like love - the story of two people who can't see what 's rigth in front of them"

Este vai directamente para a minha lista de filmes que me aquecem o coração.

 

vivido por umdiadepoisdooutro às 20:14
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miss you

Eu já sabia que esta ía ser uma semana complicada, que iria ter imensas saudades tuas, que não iria poder falar contigo nem saber se estarias bem ou não; que me iria sentir sózinha neste fim-de-semana prolongado...

Mas como que para me dar uma lição de como as coisas mudam sem que possamos controlar; que não merece a pena sofrer por antecipação, acabei por ter muito mais em mãos do que aquilo que antecipei...

Mas as saudades essas estão cá; talvez ainda mais porque a tua opinião é muito importante para mim e gostaria de poder conversar contigo e ouvi-la.

Espero que estejas bem!

 

 

vivido por umdiadepoisdooutro às 16:33
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