Hoje, ou melhor esta semana deu-me para pensar um pouco sobre algumas coisas, relacionadas com a minha maneira de ser e a forma como vivo os relacionamentos e como convivo bem ou mal com algumas características da minha personalidade.
Sempre tive muito receio de cortes relacionais; de magoar, que deixem de gostar de mim, que me achem má pessoa, que fiquem chateados comigo... Nunca convivi bem com a ideia de que a ou b poderia não gostar de mim, e sempre tentei viver de forma a que as pessoas que me cercam ficassem felizes e orgulhosas.
Ora isto é extremamente cansativo!
O meu medo da rejeição levou-me à exaustão total.
Andei 35 anos e picos nisto, não admira que me sentisse extremamente cansada e vazia, porque no meio de tanto tentar ser perfeita (objectivo impossível de se alcançar) acabei por perder a noção do mais importante, do EU. Quem sou eu?
Sou a Mãe, sou a Filha, sou a Amiga, sou a...e EU?!
Só sei que ser EU é cansativo, porque se algumas pessoas nunca se questionam pelas atitudes que tomam, pelos pensamentos que têm, se fizeram bem ou mal, se magoaram x ou y, eu não faço outra coisa.
Mesmo quando finalmente consigo dizer o que me vai cá dentro, anunciar a minha indignação ou o meu descontentamento; dizer que estou magoada por isto ou por aquilo, logo de seguida salta cá para fora o meu "grilo falante" (que no meu caso mais deve de ser um dinossauro devido às proporções que tem...) e começo a pensar: será que fui injusta, será que ficaram magoados, será que vão deixar de gostar de mim, será que estou a ver as coisas de uma forma errada??? E depois continua para: estou a ser parva, de certeza que a intenção não era nada essa, sou mesmo má pessoa, e enfim... Começo por me questionar e depois acabo a martirizar-me.
Mas que raio de mania da perseguição.
Porque é que eu acho que os sentimentos dos outros são sempre mais legítimos que os meus?!!
Que têm direito a ficar indignados, magoados e eu não?!
Talvez o facto de nem sempre conseguir dizer o que penso e sinto com medo de magoar, leve a que quando finalmente o consigo fazer a coisa saía desproporcionada...
Esta é uma batalha em curso.
Não posso dizer que já tenha conseguido ultrapassar esta minha fraqueza. Não quero deixar de ser uma pessoa que se preocupa com os sentimentos dos outros e que se questiona. Porque acho importante que nos questionemos, afinal ninguém é perfeito, e ter essa certeza é muito importante para que possamos continuar a crescer e a evoluir enquanto pessoas, no entanto ambiciono conseguir ouvir melhor o meu coração e respeitar-me mais.
Tentar nunca prejudicar ninguém, mas primeiramente defender-me; defender o meu espaço, o meu EU.
Porque como diz uma grande amiga minha:"tu ês a pessoa mais importante da Tua vida"...
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