Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2011

...aceitação

Ora bons dias!

Quem me conhece (pelo menos de vir aqui ler as minhas introspecções) com certeza não deixou de ficar admirado por eu ter escrito tão pouco acerca do texto que aqui coloquei ontem...

Ora bem, foi amor à primeira leitura - assim que o li sabia que tinha de o partilhar. Coloquei a seguir os primeiros sentimentos que em mim despertou, mas a verdadeira introspecção só foi feita mais tarde, nos meus momentos de "solidão" a caminho do comboio.

Acho principalmente que este texto serviu para que eu finalmente admitisse a mim própria que te continuo a amar.

Passou um ano e meio, e ao fim de todo este tempo verifico que as únicas coisas que passaram foram a mágoa, a raiva e a revolta.

Como se todos estes sentimentos fossem um líquido espesso e turvo, que tivesse sido passado por um filtro e no fundo do recipiente que é o meu coração tivesse apenas ficado o líquido transparente, o meu amor por ti.

Talvez tenha resistido tanto tempo a assumir esta verdade, porque o facto de te amar deixa-me racionalmente triste. Porque a razão diz que não devemos amar quem não nos ama, e que não é digno do nosso amor quem nos engana... Mas como diz o "Miguel Esteves Cardoso" no texto acima, isso é a vida - o amor não é isso.

O Amor é independente, é desesperado, não faz sentido e na sua existência faz com que tudo faça sentido.

Porquanto a minha razão me possa ter dito: pára de pensar nele, odeia-o, esquece-o, o meu coração pede que o deixe receber de novo a parte que ficou contigo.

É complicado para mim aceitar esta dualidade de sentimentos. Nunca tanto como agora verdadeiramente percebi a completa incompatibilidade ou diga-se antes, conflito de interesses entre o coração e a razão.

"O coração tem razões que a própria razão desconhece".

Esta é a minha verdade. A verdade com que acordo e com a qual me deito, a que me acompanha todos os momentos do dia. Como uma ferida aberta, profunda, daquelas que não causam dor porque há muito tempo que já foram destruídas as terminações nervosas, mas que sentimos que lá estão, mais que não seja pelo espaço vazio que deixaram.

Entendi também que nenhum outro amor preencherá esse vazio. Outros poderão vir, e ir como só acontece a quem vive; mas um amor puro nunca desaparece.

Aceitei esta minha verdade, agora, vou continuar com a minha vida...

vivido por umdiadepoisdooutro às 09:29
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5 comentários:
De Paulo a 27 de Janeiro de 2011 às 17:55
Desculpa ter-te causado tanta mágoa.

O certo é que eu também não fiquei melhor estando agora sozinho.
De Paulo a 28 de Janeiro de 2011 às 21:12
De umdiadepoisdooutro a 29 de Janeiro de 2011 às 14:39
De Florbela a 29 de Janeiro de 2011 às 11:29
Olá amiga!! Gostei muito do que escreveste!! Ficaria mais contente por ti se tudo isto fosse correspondido. Mas, como diz o Miguel Esteves Cardoso:

"O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino."

Quem sabe se o destino não te está a pregar uma partida?!! (surpresa).

Beijinhos e muita felicidade.

Florbela
De umdiadepoisdooutro a 29 de Janeiro de 2011 às 14:41
Já pregou! Nada acontece por acaso. Beijinhos grandes!

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