Segunda-feira, 15 de Fevereiro de 2010

"O dia em que te esqueci" - epílogo

Já há algum tempo que andava a cozinhar este post, desde Novembro, desde que escrevi os dois post relativos ao livro "O dia em que te esqueci" da Margarida Rebelo Pinto.

Nestes posts falei primeiramente sobre o livro e posteriormente daquilo que eu esperava tirar do livro e aplicar na minha vida...

O que não esperava era a avalanche de comentários que esses dois posts tiveram.

Fiquei surpreendida.

Agradavelmente por um lado e tristemente por outro.

Agradavelmente por serem comentários de apoio; de amizade mesmo; por sentir que muitas pessoas se reviram naquilo que escrevi sobre o que sentia, que se reviram no livro tal e qual eu...

Tristemente, porque me apercebi de que existem muitos corações partidos por essa Web fora.

Apesar de ser reconfortante sentir que alguém, ou outras pessoas nos entendem; que não estamos sózinhos na nossa dor; também me deixou um pouco entristecida o facto de todas essas outras pessoas também estarem a sofrer.

Mas um denominador comum em todos os testemunhos, foi o acreditar de que apesar de ser lento e penoso, o processo de recuperação existe, e um dia será aquele em que andamos em frente sem que o que ficou para trás nos impeça os movimentos.

É um luto; um processo de crescimento interior; sem um timing certo ou errado, sem uma fórmula exacta. Cada pessoa tem o seu tempo de cura, com os inevitáveis retrocessos, recaídas, enfim...

Mas a vida é mesmo isto, e já diz o ditado popular " não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe".

Melhor ainda, prefiro esta citação que me foi deixada num comentário recente:

 "Os encontros acontecem quando chegamos a um limite, quando precisamos de morrer e de renascer emocionalmente. Os encontros esperam-nos."

Estamos predestinados a esbarrar uns nos outros; a conhecer novas pessoas; a amar; a perder o amor; a transferi-lo; a procurar a felicidade, a tentar entender o que ela é...Assim vivemos, assim crescemos, assim somos.

Por isso aqui deixo esta citação a todos os corações partidos e a todos os corações preenchidos, neste Dia dos Namorados.

Feliz Dia para todos!

O Amor (em todas as suas formas) é que nos salva!

 

Adoro esta música...

sinto-me:
vivido por umdiadepoisdooutro às 00:27
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4 comentários:
De Brisa do Mar a 15 de Fevereiro de 2010 às 09:49
Oi, ainda bem que gostaste...
Esse livro da Margarida está na minha mesa de cabeceira, estou a gostar muito, assim como dos anteriores. O meu coração partiu-se em mil pedaçinhos quando acabei uma relação de 7 anos, na altura o mundo parecia acabar...
Fiz o meu "luto" e passado pouco tempo entendi que o problema não estava em mim, apenas aquela pessoa não merecia o meu amor...
Resolvi fazer um curso para me ocupar o tempo e ao mesmo tempo conhecer pessoas novas... Visto que o meu circulo de amigos, eram amigos comuns e de repente as pessoas afastam-se...
De um modo especial conheci a pessoa certa, alguém que me faz feliz, que me ama, mas que sobretudo me respeita. Temos 2 filhas lindas e posso dizer que encontrei o meu Amor...
Tenho a certeza que vais encontrar o teu, só tens de arriscar...
Fica Bem, jinhos...
De umdiadepoisdooutro a 15 de Fevereiro de 2010 às 10:17
Fico muito feliz por ti!
Obrigada pelas tuas palavras.
è mesmo assim, viver e aprender...
Beijinhos
De Liliana a 21 de Fevereiro de 2010 às 19:47
Só espero que daqui a a uns anos sinta o mesmo...Sinta "O dia em que te esqueci" Neste momento o mundo desabou e estou a tentar levantar-me, mas é muito dificil...Os amigos foram-se junto com a relação de 6 anos e eu aqui estou sozinha a lutar. Há dias que não há força para esta luta que parece em não terminar. Um luto que parece levar o seu tempo segundo dizem.
De umdiadepoisdooutro a 21 de Fevereiro de 2010 às 20:34
E é mesmo assim acredita!
Ao início levantar de manhã, arranjarmo-nos para irmos trabalhar é um esforço tremendo... mas a melhor forma para combater a depressão e o desânimo é fazer mesmo esse esforço. Como se fosse uma prescrição médica.
E depois com o tempo, começas a perceber que já não choras de manhhã e à noite, e por aí adiante.
Não é fácil; não termina com um estalar de dedos, mas é necessário.
Ninguém merece o teu sofrimento e tu ês a pessoa mais importante da tua vida.
Apenas te estou a dizer tudo aquilo que já me disseram a mim.
A última vez que chorei foi há uma semana, por isso como vês resulta mesmo.
Força!!
Beijinhos e boa semana!!

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