Olá a todos!
Breve aparição apenas para desejar a todos os que andam pela blogosfera um Feliz e Santo Natal.
Por muito que muitos possam ser ou não Cristãos, e que por muito que pensem que o Natal é apenas um aproveitamento para o consumismo, e por muito que a crise se tenha instalado e que existam muitas dificuldades de toda a natureza, e talvez mesmo por tudo isto, não posso deixar de pensar sobre a essência do Natal.
Celebramos o Natal porque nasceu um menino, que veio ao Mundo em extrema pobreza e que a única verdadeira mensagem que quiz transmitir foi a de Amor, Comunhão.
Talvez esta altura de crise seja uma boa oportunidade para reflectirmos sobre o que é para nós verdadeiramente o Natal.
Natal é Amor, e o Amor esse não se compra portanto é de graça, com a vantagem que quanto mais se dá mais se recebe.
Natal é partilha, comunhão. E tanto podemos partilhar o muito que temos, como um sorriso, um abraço, uma palavra de apoio. A partilha e a comunhão também não estão à venda nas lojas.
Natal são os Presentes?! Também, mas se calhar a nossa noção de "presente" é que está distorcida, se calhar "presente" não quer dizer mais que a nossa presença junto daqueles que amamos. Darmo-nos aos outros e não darmos prendas caras aos outros. Que melhor oferta poderemos fazer que dar de nós, dar-mos o nosso tempo, o nosso carinho, atenção e Amor?!
Assim de repente parece-me que aquilo que precisamos para ter um Natal Feliz (partindo do princípio que as necessidades básicas de alimento e ter um local para viver estão asseguradas), não encontramos nas lojas, não se compra, e melhor ainda, não está nos outros - está dentro de nós!
Portanto, por muito que todos gostemos de oferecer e receber presentes (materiais), de ter mais isto ou aquilo e de podermos ficar tristes porque este Natal não vamos poder comprar ou dar, ou...talvez devamos respirar fundo, olhar para o nosso lado e verdadeiramente ver aqueles que nos rodeiam. Dar graças pelos tesouros que temos na nossa vida e dar o nosso Amor.
Muito Amor para todos neste Natal e sempre.
Depois de muito yer ouvido falar do livro "Alice no país das Maravilhas", e de me sentir "envergonhada" por nunca o ter lido...lá resolvi agarrar o toiro pelos cornos (leia-se agarrar o livro pela capa e contra-capa).
Certo que já tinha visto (algures durante a minha infância) o filme,e tinha algumas lembranças de como na altura a história me parecera um pouco estranha, mas confesso que ter-te consecutivamente a dar exemplos do livro me despertou o interesse.
Pronto, comecei hoje.
Depois volto aqui para dizer de minha justiça.
"Podes dizer-me, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui? - Isso depende muito de para onde queres ir - respondeu o gato. - Preocupa-me pouco aonde ir - disse Alice. - Nesse caso, pouco importa o caminho que sigas - replicou o gato." (Lewis Carroll -Alice no País das Maravilhas)
Engrançado como as coisas me acontecem...Tantas conversa à volta deste livro e hoje por mero acaso acabei por "tropeçar" nesta citação.
Acabei por andar com ela às voltas na minha cabeça a tentar perceber o que me estava a querer dizer, até chegar aqui:
Eu sei o que quero, sei para onde quero ír, no entanto não consigo encontrar o caminho certo para lá chegar. Sinto-me perdida sem saber que caminho seguir, apesar de saber para onde quero ír.
Talvez porque o caminho a seguir não seja meu; talvez eu esteja apenas num ponto do caminho à espera que tu chegues até mim, para então depois podermos seguir em frente os dois.
Já diz a sabedoria popular que "quem espera desespera" e eu muitas vezes fico e sinto-me desesperada...mas também diz que "quem espera sempre alcança", e é neste ditado que eu "aposto todas as minhas fichas".
Ou melhor, aposto em nós.
"Eu vou guardar cada lugar teu
ancorado em cada lugar meu
e hoje apenas isso me faz acreditar
que eu vou chegar contigo
onde só chega quem não tem medo de naufragar"
Mafalda Veiga
Largar mais (Mafalda Veiga)
Meu amor há tempo
Se tu quiseres
Sem assombres, sem medo
Se te atreveres a ser
Completamente tu
Venha o que vier
Agarra bem o mundo
Acredita o tempo é sempre agora
Não há mais rodeios, desenganos ou demoras
Vê o teu sentido és tu
Com tudo o que trouxeres
Em ti, ainda
Eu sei que às vezes muito perto desfoca
E querer o mundo inteiro no peito, sufoca
Mas eu quero-te aqui
Eu quero-te em mim
Meu amor há tempo
Se tu quiseres
Sem assombres, sem medo
Se te atreveres a ser
Completamente tu
Venha o que vier
Agarra bem o mundo
Acredita o tempo, é sempre agora
Não há mais rodeios, desenganos ou demoras
Vê o teu sentido és tu
Com tudo o que trouxeres
Em ti, ainda
Eu sei que às vezes muito perto desfoca
E querer o mundo inteiro no peito sufoca
Mas eu quero-te aqui
Eu quero-te em mim
Eu sei que ao longe há sombras ausentes
Mas eu vejo-te em zoom e o meu plano é diferente
Eu sinto a tua falta
Não te quero largar mais
Não te quero largar mais
(14X)
Já soubemos o que é viver um sem o outro...já sentimos na pele a dor da separação, a dormência de uma parte de nós que nos falta e que nos leva a viver os dias sem cor e sem sentido.
Por isso agora "não te vou largar mais"...
Nunca mais!
Será que sou só eu que sinto que a semana pré-férias é a mais longa do ano?!
Especialmente o dia pré-férias?
Arrasta-se e arrasta-se...o tempo parece que não passa, e em oposição a nossa energia parece esgotar-se a um ritmo alucinante. A minha energia está a esvair-se a uma velocidade inversamente proporcional à velocidade da passagem dos minutos (juro que por esta altura parecem ter muito mais que 60 segundos).
É como se o meu corpo estivesse a entrar em shut down...célula após célula...(neste momento sinto que o shut down esta a atingir as minhas pálpebras que teimam e fechar, e ainda falta o dia de amanhã).
Penso que tal acontece porque acabamos por orientar os nossos dias/semanas/meses por objectivos/etapas, do género...só mais um esforço até ao dia x e depois posso fazer y. Como a cenoura na ponta da cana...
Depois, de um modo irónicamente sádico, o período de férias deve ter os minutos mais curtos de toda a história de todos os minutos. É que quase nem os vemos de tão rápido que passam.
Sinto-me cansada, esgotada a precisar de dormir e relaxar...
Mas quem é que me vendeu a "patranha" que as férias são feitas para descansar?! Decerto algum operador turístico...
Como é que é possível descansar quando andamos dum lado pro outro a visitar sítios, e etc e etc?
E que me dizem de umas férias do género, acordar, fazer pequenos-almoços, ír para a praia. Vir da praia, fazer almoço, almoçar, arrumar a cozinha, fazer o lanche, ír para a praia. Lanchar na praia, vir da praia, duches, fazer jantar, jantar, ír dar uma volta, voltar para casa, dormir. Relaxante??
Basta trocar a palavra praia por trabalho e assemelhar-se-ia aos restantes dias do ano. "Qualquer semelhança entre a ficção e a realidade é pura coincidência"(or something like that).
Mas, muda a paisagem...e vou poder fazer uma loucura e dormir até tarde...vá, até às 7h da manhã?! Lol.
Desenganem-se quem achar que me estou a queixar...Longe de mim, estou apenas a analisar o motivo do meu cansaço cíclico, lol.
Queixar de ír de férias?! NUNCA!
É que no meio de toda esta rotina stressante das férias, existem pequenos oásis que permitem recarregar baterias para o resto do ano...
É o toque do sol na minha pele; deitar-me na toalha de olhos fechados e ouvir o mar; mergulhar e sentir-me envolver pelas águas...é o riso do meu filho enquanto vai só dar "o último" mergulho...e as Bolas de Berlim com creme que só sabem bem na praia (Senhores e senhoras da ASAE tapem os olhos pf.).
Mas este ano vou-me esforçar por introduzir uma nova actividade nos meus dias de férias - me time (como diria uma amiga minha), ou seja uma meia-horita (há que começar por baixo) para eu fazer o que bem me der na veneta, ou simplesmente não fazer nada... Se conseguir que a moda pegue, pode ser que o consiga extrapolar para os períodos pós-férias.
O meu grande desafio para mim mesma é tentar não fazer nada durante esse tempo para mim. Tenho que aprender a relaxar, porque este é o verdadeiro motivo do meu cansaço cíclico, eu não sei estar sem fazer nada.
Depois conto como correu o desafio...
Boas férias!!
Este livro (infelizmente) ainda não faz parte da minha lista de livros à espera de serem lidos. Este continua a fazer parte daquela imensa lista de livros à espera de serem comprados.
Tenho imensa curiosidade em o ler...Porquê? Talvez o facto de ser geóloga, ter estudado estes assuntos e ter feito na Faculdade um trabalho acerca do terramoto de 1755 me tenha avivado o interesse. A verdade é que de uma forma ou de outra, a maior parte de nós (Portugueses) foi sendo confrontado com o elevado risco sísmico a que Portugal continental está sujeito, e ainda me recordo de na escola secundária em Ciências da Natureza nos ensinarem quais as precauções que deveríamos tomar em caso de um sismo, bem como também me recordo qual o local que ocupava na sala (isto no 6ano do ciclo)...tínhamos todos um local para onde nos deveríamos dirigir em caso de sismo e todos os meses treinávamos para uma eventual emergência. Felizmente nunca foi necessário colocar o plano em prática, mas lembro-me de ter crescido com a ideia de que "mais dia menos dia, quando menos esperássemos seríamos atingidos por um novo terramoto". Mas adiante que já me estou a dispersar, voltando ao livro: tenho curiosidade em ler sobre como era Lisboa nessa época, como seriam as suas gentes, que tipo de sociedade seria aquela...extremamente temente a Deus e no entanto extremamente permissiva às tentações, de tal modo que consideraram o terramoto um castigo de Deus como punição pelos pecados cometidos pelos Lisboetas.
Tenho curiosidade em conhecer o lado menos científico da questão.
Aqui fica...
"Lisboa, 1 de Novembro de 1755. A manhã nasce calma na cidade, mas na prisão da Inquisição, no Rossio, irmã Margarida, uma jovem freira condenada a morrer na fogueira, tenta enforcar-se na sua cela. Na sua casa em Santa Catarina, Hugh Gold, um capitão inglês, observa o rio e sonha com os seus tempos de marinheiro. Na Igreja de São Vicente de Fora, antes da missa começar, um rapaz zanga-se com sua mãe porque quer voltar a casa para ir buscar a sua irmã gémea. Em Belém, um ajudante de escrivão assiste à missa, na presença do Rei D. José. E, no Limoeiro, o pirata Santamaria envolve-se numa luta feroz com um gangue de desertores espanhóis.
De repente, às nove e meia da manhã, a cidade começa a tremer. Com uma violência nunca vista, a terra esventra-se, as casa caem, os tectos das igrejas abatem, e o caos gera-se, matando milhares. Nas horas seguintes, uma onda gigante submerge o terreiro do Paço e durante vários dias incêndios colossais vão atemorizar a capital do reino. Perdidos e atordoados, os sobreviventes andam pelas ruas, à procura dos seus destinos. Enquanto Sebastião José de Carvalho e Melo tenta reorganizar a cidade, um pirata e uma freira tentam fugir da justiça, um inglês tenta encontrar o seu dinheiro e um rapaz de doze anos tenta encontrar a sua irmã gémea, soterrada nos escombros."
Estou quase, quase a ír de férias e desta vez resolvi levar comigo dois clássicos de estilos bem diferentes.
Este
e este
E ainda vou dar mais uma vista de olhos pela minha lista de livros à espera de serem lidos a ver se de lá "salta" mais algum para dentro do saco, just in case...
O Sol brilha lá fora mas o meu coração está encoberto.
É como se neste momento tivesse uma nuvem negra pessoal que me acompanha.
Estou triste.
Estou triste porque entristeci a pessoa que mais amo.
Porque mesmo a dor que causamos sem intenção de magoar não deixa de provocar dor.
E essa dor que causamos sem intenção atinge o alvo e faz ricochete de volta ao coração de quem a infligiu.
Sinto o coração apertado. Sinto no meu coração a tristeza que vai no teu. Gostava de conseguir retirar essa dor de dentro de ti. Desejava que o meu coração absorvesse toda essa tristeza como uma esponja que vai absorvendo a água que se encontra na sua proximidade...para que no teu coração ficásse apenas o imenso amor que sinto por ti.
Nem só de pão vive o Homem e é bem verdade...
Mesmo em tempos de crise, e em que muitos orçamentos não chegam para suprir as necessidades básicas, sabe sempre bem, e talvez até se consiga obter aquela lufada de ar fresco que faz reviver a alma e angariar novo ânimo e forças para viver o dia após dia de trabalho, algumas chatices e preocupações, abstrairmo-nos dos problemas por momentos e admirarmos o que de belo existe ao nosso dispor. E há coisas que são "de graça": uma vista sobre a cidade; percorrer ruelas cheias de história a pé; um pôr do Sol visto do Castelo de São Jorge...
Foi este o meu fim de tarde de ontem.
Passeei por Lisboa.
Simplesmente andei pelas ruas, vi as pessoas, observei a cidade dos seus miradouros...
E vi com agradada surpresa que Lisboa estava repleta de outras pessoas que como eu por lá andavam, simplesmente a admirar a beleza da cidade.
Terminei a tarde, com um concerto de música clássica no Largo de São Carlos.
Soube desta iniciativa, o "Festival ao Largo" por acaso quando pesquisava na internet outra coisa nada relacionada e fui para à pagina da Time Out, onde faziam menção a música clássica gratuita.
Ora, adoro música e dança clássica, muitas vezes não assisto porque os valores nem sempre o permitem, agora pareceu-me ser estupidez não aproveitar, visto que até não era pago.
Adorei!
Fechar os olhos e ouvir aquela música suave e intensa que me transporta e embala...
O Largo de São Carlos estava cheio, o que me deixou feliz. Feliz porque significa que as pessoas aderiram à iniciativa; feliz porque muitas pessoas puderam usufruir de uma iniciativa assim, e feliz porque para os músicos deve ser extremamente reconfortante sentir que estão a tornar a noite de tanta gente, um pouco diferente e especial.
Deixo aqui o link para a página do programa do Festival.
Aconselho!!!
“Nenhum de nós sabe o que existe e o que não existe. Vivemos de palavras. Vamos até à cova com palavras. Submetem-nos, subjugam-nos. Pesam toneladas, têm a espessura de montanhas. São as palavras que nos contêm, são as palavras que nos conduzem. Mas há momentos em que cada um redobra de proporções, há momentos em que a vida se me afigura iluminada por outra claridade. Há momentos em que cada um grita: - Eu não vivi! Eu não vivi! Eu não vivi! - Há momentos em que deparamos com outra Figura Maior, que nos mete medo. A vida é só isto?” (excerto do texto - Húmus de Raul Brandão).
Este texto faz-me instantaneamente pensar o seguinte: passamos a nossa vida a deixar as palavras, as atitudes, as demonstrações de afecto, as decisões para um momento mais indicado, uma melhor altura, a altura certa..mas a única verdadeira altura certa para dizer, fazer e viver é o agora, porque do momento futuro não podemos ter a certeza que venha a existir.
Existe o agora, e é agora que devemos viver.
Pensar, agir, amar...
Tomar decisões, por mais que à frente se venham a revelar erradas...
A vida é como uma estrada, cheia de cruzamentos e bifurcações. A todo o momento nos é pedido que tomemos decisões, sobre qual o caminho a seguir, mas a verdade é que independentemente do caminho que escolhermos, podemos ter confiança que ele nos levará a desafios, a alegrias e a tristezas, porque assim é a vida.
Quem nunca se enganou, nunca se desiludiu e nunca sofreu é porque também nunca acertou, nunca foi feliz, nunca amou e nunca foi amado.
É urgente que vivamos cada dia pelas suas imensas maravilhosas possibilidades, para que quando chegar o dia de sermos confrontados com a nossa existência, não fique em nós a amargura daquilo que foi deixado por fazer.
Que nesse momento possamos em consciência dizer: Eu vivi!
Outras visões do mesmo Mundo
As Palavras que nunca te direi
Not everything is average Nowadays
Outras partes de mim
Delicious Death: Agatha Christie's work list
The official Agatha Christie website
As minhas músicas
Natasha Bedingfileld - Soulmate
Avril Lavigne - When you're gone
Cindy Lauper - I drove all nigth
Tim e Mariza - Fado do encontro
Causas